O trabalho análogo ao escravo no Brasil



 Trabalho Análogo ao Escravo no Brasil

       De acordo com o artigo 149 do código penal brasileiro ,são elementos que caracterizam o trabalho análogo ao de escravo: condições degradantes de trabalho  ( incompatíveis) com dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador.
       A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da humanidade. Já na antiguidade, o código de Hamurábi, conjunto de leis escritas da civilização babilônia, apresentava itens discutindo a relação entre os escravos e seus senhores. Não se restringindo aos  babilônios, a escravidão também foi utilizada  entre os egípcios, assírios, hebreus, gregos e romanos. Dessa forma , podemos perceber que a trata de um fenômeno histórico extenso e diverso.
      A nova escravidão é mais vantajosa para os empresários que a da época do Brasil Colônia e do Império, pelo menos do ponto de vista financeiro e operacional. O sociólogo norte-americano Kevin Bales, considerado um dos maiores especialistas no tema, traça em seu livro “Disposable People: New Slavery in the Global Economy” (Gente Descartável: A Nova Escravidão na Economia Mundial) paralelos entre esses dois sistemas que foram aqui adaptados pela Repórter Brasil
     A assinatura da lei Áurea, em 13 de maio de 1888, decretou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sob outra, porém o trabalho semelhante ao escravo se manteve de outra maneira. A forma mais encontrada no país é a da servidão, ou ‘peonagem’, por dívida. Nela, a pessoa empenha sua própria capacidade de trabalho ou a de pessoas sob sua responsabilidade (esposa, filhos, pais) para saldar uma conta. E isso acontece sem que o valor do serviço executado seja aplicado no abatimento da conta de forma razoável ou que a duração e a natureza do serviço estejam claramente definidas.
    
Minha opinião sobre qualquer tipo de escravidão é aquilo que: 

  Negar a liberdade , a vida, o amor, o conhecimento a um ser é negar a sua própria existência, não devemos tratar as pessoas como objetos. A própria espécie negando sua existência ao escravizar seu semelhante por pura obsessão e arrogância, sentir-se melhor que os outros e assim humilhar os humildes.

Concluindo, mesmo depois da escravidão ter supostamente acabado, as pessoas agora são escravizadas pelas hipocrisias da vida, estão presa dentro de suas casas, as almas estão presas dentro de corpos inúteis, e a felicidade está presa a cédulas .
   Eu espero que um dia as pessoas sejam livres pra expressar suas dores e seus amores sem medo da sua imagem ser manchada ou sua reputação ser pisoteada.

Nome : Nathani de Almeida Felício
Número: 28   2A  

    

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